Ou: todo projeto Ă© uma questĂŁo de expectativa.

Há um ano, lá estava eu bradando ao mundo: se eu pudesse, excluiria todas as redes.

E o que me impede, de fato, de excluĂ­-las todas, agora mesmo?

Em teoria, nada.

Em teoria, tudo.

Posso argumentar que uso as redes como ferramenta de trabalho.

Mas não há outras formas de trabalhar e encontrar pessoas? Sempre há.

A verdade é que se tornou confortável usar as redes sociais para divulgar ideias, encontrar pessoas e conseguir trabalhos.

A questão é outra, anterior até à existência das redes.

O que esperamos quando postamos algo?

Queremos a recompensa.

Curtidas, comentários, seguidores, compartilhamentos, agendas lotadas, produtos vendidos, contatos.

Muitos buscamos ao menos uma dessas recompensas assim que acionamos o botão “postar”.

Isso porque a ideia de trabalho foi atrelada Ă  ideia de recompensa.

Aprendemos, desde a escola, que trabalho sem recompensa nĂŁo compensa.

É claro, todos queremos pagar os boletos e sermos reconhecidos pelo que fazemos.

No entanto, enquanto o tempo grita “faça agora”, esquecemos que é preciso temperar o trabalho com dedicação.

Antes da recompensa precisa haver entrega e constância.

Nos preocupamos com as vitrines dos outros nas redes sociais, mas esquecemos que aquelas vitrines sĂł mostram a ponta do processo, nĂŁo o todo.

Toda evolução demanda tempo.

Por isso, ao invés de postar apenas pela recompensa, poste porque tem algo a dizer.

Produza sempre pela qualidade, e nĂŁo pela quantidade.

Por aqui, entre tropeços, quedas e arranhões, vou aprendendo a encarar as redes como espaço para encontros ao invés de uma pista de corrida.


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