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Michiko voltará ao Catarse em A Samurai: Primeira Batalha

A Samurai: Primeira Batalha divulgação Mylle Silva

Espero que você esteja sentado, porque eu tenho uma ótima notícia: a Michiko voltará ao Catarse no início do mês que vem! Trata-se de um spin-off do enredo principal, no qual contarei a história da primeira batalha da nossa querida Samurai – e como a morte de um homem inocente afetou sua vida como guerreira.

Estou dando os últimos retoques na campanha e, ao longo da semana, anunciarei as 5 minas talentosas que me ajudarão a produzir essa HQ. Prepare-se, porque A Samurai: Primeira Batalha será uma HQ cheia de girl power do início ao fim. Espero contar com a sua ajuda e companhia nessa nova batalha!

Esboços de A Samurai: Yorimichi

Produzir histórias em quadrinhos dá bastante trabalho, ainda mais quando a roteirista aqui decide que cada capítulo será ilustrado por um artistas diferente e terá uma cor predominante. Só de pensar que, mesmo depois de passado o desafio do primeiro volume, todos os artistas participantes aceitaram continuar o trabalho, tenho a certeza que reuni o bando certo de loucos.

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(mais…)

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Quer ganhar um imã fofo da pequena Michiko? Então dá uma olhada no regulamento (que é bem simples) e chame seus amigos para o nosso exército!

1. Mostre o projeto da HQ A Samurai: Yorimichi para um amigo e transforme-o em um apoiador;

2. Se você e ele apoiaram com, no mínimo, R$30, cada um receberá um imã exclusivo dessa Michiko fofa;

3. Conte-me quem é o seu amigo por mensagem, comentário ou e-mail (myllesilva@manjericcao.com.br)

4. Serão válidos apenas apoios realizados até o dia 05/08, então corre!

Vai, ela é muito encantadora com essa cara de brava, estou apaixonada! Conto com a ajuda de vocês, porque eu quero fazer uns 100 imãs desses, no mínimo 😀

A Samurai: Yorimichi na mídia

Com 20 dias de campanha, tenho muita coisa para contar sobre o segundo volume de A Samurai: Yorimichi. A recepção do público tem sido ótima e estou cada dia mais satisfeita com a forma que a HQ está ganhando. Os artistas estão caprichando cada vez mais em seus capítulos e, aos poucos, vou mostrando o resultado por aqui.

Outra notícia ótima é a repercussão que o projeto tem ganhado. Recebi várias postagens falando sobre a campanha e também sobre a minha querida Michiko. Sou muito grata a todos vocês que me ajudam a divulgar a ideia e, para não deixa-los cair no esquecimento, decidi reunir os links em um único post.

Notícias

Delirium Nerd – [CATARSE] Protagonismo feminino e muito girl power continua em “A Samurai: Yorimichi”

Jovem Nerd – A Samurai | HQ brasileira pode ganhar mais um volume através de financiamento coletivo

Herói – A SAMURAI: YORIMICHI – CAMINHOS TORTUOSO DÁ CONTINUIDADE À HISTÓRIA DE MICHIKO E ESTÁ EM FINANCIAMENTO COLETIVO

Tadaima – A Samurai: Yorimichi – segunda HQ da série precisa do seu apoio para acontecer

Ponto Zero – A SAMURAI: YORIMICHI POR MYLLE SILVA

Sempre Whatever – A Samurai | HQ brasileira abre financiamento coletivo para sequência

EMT Cultura – Catarse – A Samurai: Yorimichi – Mylle Silva

Nerd Geek Feelings – [TÁ NO CATARSE] A Samurai: Yorimichi, de Mylle Silva (e mais uma galera)

Zine Brasil – Catarse | A Samurai: Yorimichi – segundo HQ da série precisa do seu apoio

Entrevistas

Terra Zero – A Samurai ganha sequência pelo Catarse

Vlogs e Podcasts

Terceira Terra – Edição 175

Canal HQUQ

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A Samurai: Yorimichi – primeiros estudos de personagem

Em pouco menos de um mês, Michiko participará de uma nova aventura: a campanha para financiar do segundo volume da série A Samurai. Intitulada A Samurai: Yorimichi, a HQ será uma continuação direta do primeiro volume, trazendo a história de Michiko e Yamada logo depois que eles passam pelo portal.

Como a imagem do post já denuncia, ao invés de começar uma nova vida, como Michiko desejava, nossos heróis voltam 20 anos no passado, dias antes do nascimento de Michiko. Nesse ínterim, o leitor terá a chance de conhecer toda a família da nossa Samurai vivendo em plena harmonia.

A Samurai: Yorimichi - primeiros estudos de personagem

Outro personagem que receberá bastante destaque é Yamada, que acorda na casa dos Takeuchi depois de viajar no tempo. Em pouco tempo, ele percebe que, de alguma forma, foi separado de Michiko durante a viagem e começa a procura-la. Em sua busca, Yamada terá contato com um pedaço quase esquecido do seu passado: sua família.

A Samurai: contos do período Edo

Já andei espalhando por aí, mas preciso contar para o mundo: estou expandindo a história de A Samurai! Para isso, decidi escrever contos sobre o passado de cada um dos personagens! Já tenho algum material pronto e, em breve, começarei a posta-los aqui no site. O que eu posso adiantar é que o primeiro deles é sobre o Yamada – mais especificamente com a visão dele dos acontecimentos do primeiro volume da HQ.

A batalha continua!

Ainda tenho muita história para contar sobre A Samurai, por isso, peço a ajuda de todos nessa nova jornada! Continuem acompanhando as novidades e deixando seus feedbacks sempre.

Quanto mais escrevo, mais compreendo que a minha mensagem pode ser lida por todos, mas só pode ser compreendida por aqueles que me leem de coração aberto. Obrigada por ser uma dessas pessoas e me fazer acreditar que vale a pena dar continuidade ao meu trabalho.

 

Michiko: leia o conto que deu origem à HQ A Samurai

O conto abaixo foi publicado no livro A Sala de Banho (2014). Clique aqui para visitar a página da obra.


Enquanto colhia café, Michiko observava suas mãos calejadas e mal pagas. Já estava muito longe do sonho primeiro, da riqueza fácil que encontraria no Brasil. Seus pais, já velhos e cansados, mal conseguiam trabalhar metade do dia. Dos seus quatro irmãos, só restavam dois: Yuichi e Keiko. Os dias passavam e ela nunca encontrava uma saída para tal destino. Ah, tanto sonhara em voltar ao Japão, ou ao menos dar a chance de seus pais voltarem. Perguntava-se sobre os tios, os quais vira duas ou três vezes na vida, estariam vivos?

– Michiko! Michiko! Onde está?

– O que aconteceu, Keiko?

– Nosso pai… Nosso pai está morrendo!

– Morrendo?

Saíram ambas correndo numa espantosa velocidade. O coração de Michiko saltava no peito, dezenas de pensamentos inundavam sua mente, o que restava de todos os sonhos partilhados estava prestes a transformar-se em pó.

Lembrou-se do dia em que seu pai, assustado, carregou-a no colo após ter machucado a mão esquerda. Michiko não tinha mais do que seis anos, sua família havia acabado de desembarcar no Brasil e ninguém sabia ao certo o que estava por acontecer.

– Sai daí, Michiko!

O barulho foi aumentando, foi aumentando. A mulher ficou presa no chão. Sua mente esvaziou-se, nada mais ouvia nem via. Chegava ao ponto final o sonho de voltar ao Japão. Voltar. Voltar…

Abriu os olhos lentamente, sua vista estava embaçada, mas aos poucos voltava a definir os objetos claramente. Quando estava prestes a levantar a cabeça, ficou paralisada de susto: percebera, pois, que se encontrava em sua antiga casa no Japão. Encantou-se ao ver seus antigos móveis, o lar simples no qual residira nos seus primeiros anos de vida. Por mais que não tivesse recordações claras no local, mergulhou nas mais profundas e tenras memórias que, aparentemente, ficaram guardadas em sua mente.

– Aida! Veja, ela acordou!

– Não grite assim, Keiko!

Michiko sentiu seus olhos marejando. Suas duas irmãs, Aida e Keiko, ainda crianças e ao alcance de suas mãos. Aida era a mais velha e faleceu por causa de uma forte gripe que a derrubara por semanas. Era ainda muito jovem, deixou o marido e a filha para trás.

– Você não fala? Será que está passando mal?

– Está tudo bem agora.

– De onde você veio? Nunca a vi aqui por perto.

– Não faça tantas perguntas, Keiko! Deixe-a descansar.

– Já me sinto melhor. Só me incomoda o fato de não saber ao certo como cheguei até aqui.

– Descanse um pouco. Quem sabe você lembre. Vou cozinhar algo para comermos.

– Onde estão seus pais?

– Trabalhando, eu acho. Nosso irmão Yuichi deve estar com o papai. Já Michiko…

– A Michiko não consegue largar da mamãe, né… Ela bem que podia ficar aqui conosco.

– Michiko é nossa irmã mais nova. Chora o dia todo sem a mamãe aqui.

A mulher sorria a cada nova recordação que tinha ao observar suas pequenas irmãs. Memórias de um passado sagrado que os duros dias de trabalho nunca lhe deram tempo de revirar. Michiko cozinhou, cantou, conversou, brincou e riu com Aida e Keiko, mas em nenhum momento contou quem era: temia quebrar tal encanto.

Os pais chegaram, bem como Yuichi e a pequena Michiko. Ao se defrontar assim tão de repente com sua própria pessoa de apenas quatro anos de idade, deu-se conta de que realmente havia voltado no tempo. Em nenhum outro momento, tal pensamento havia ficado tão claro em sua mente.

Ficou muito tempo em silêncio, sequer respondia as perguntas que sua família lhe fazia. Estava encantada com a beleza daquele casal ainda tão jovem, seus queridos pais. Yuichi, que era mais velho do que Keiko, já tinha um rosto cansado, mas também bastante esperto.

– Ela estava conversando conosco tão animadamente até agora há pouco!

– Que estranho! Será que ela está passando mal?

– Ela disse o nome pelo menos?

– Fu… Meu nome é Michiko.

– Mi… chiko? Qual o seu sobrenome?

– Fukuda… Michiko.

Todos a olharam longamente. A pequena Michiko, depois de algum tempo, caminhou até a mulher e a abraçou com toda a força que possuía.

– Seu nome é igual ao meu!

– É, isso mesmo. Nossos nomes são idênticos.

No silêncio a família de Michiko concluiu que aquela mulher era a Michiko do futuro. Entre a dúvida e a emoção, ninguém conseguiu dizer-lhe nada até que ela mesma começou a falar:

– Não sei dizer como consegui chegar aqui.

– Com quantos anos está agora?

– Trinta e cinco. Estamos todos até hoje morando no Brasil.

– Não conseguimos juntar dinheiro algum?

– Não. Nós todos continuamos trabalhando como loucos para que ao menos os meus filhos e sobrinhos possam estudar tranquilos.

– Mas então é melhor não sairmos do Japão.

– Não temos mais saída, já está tudo acertado. Nossas últimas economias já foram gastas com a viagem.

– Isso quer dizer que… São nossos últimos dias no Japão sem esperança alguma de voltar?

– Pelo menos não nos próximos trinta anos.

– Michiko, você sabe como voltar para o seu tempo?

– Não. Tudo que lembro é que estava prestes a morrer quando fui trazida para cá.

– Se não descobrir como voltar até a próxima semana, não quer viajar conosco até o Brasil? Não posso deixar você para trás, afinal é minha filha.

Michiko não conseguiu dormir, ficava pensando se realmente gostaria de voltar ao seu tempo, já que estava vivendo uma grande felicidade ao lado dos seus pais e do seu passado. A todo instante, cheiros, sabores e objetos refrescavam ainda mais suas lembranças, fazendo com que ela desejasse uma pausa no tempo. No entanto, também pensava nas pessoas que havia deixado para trás no Brasil, nos seus três filhos, seus irmãos e pais. Como eles estariam agora? Será que ela morreu e seu espírito foi transportado para o passado como uma forma de atender ao seu último pedido? Atormentada por seus pensamentos, Michiko decidiu levantar-se e ir até um templo.

– Finalmente você chegou, Michiko.

– Como sabe meu nome?

– Não é qualquer um que consegue realizar tal feito.

– Então você já sabe o que me aconteceu.

– Quando eu acordei nessa manhã, já sabia que viria. O mais interessante é que parou exatamente onde desejava. Isso é fantástico!

– Como cheguei aqui?

– Não faça tantas perguntas. Primeiro olhe o que há em seus bolsos.

– São… Pepitas de ouro!

– E o que você carregava antes consigo?

– Era café!

– Todo o café que você trouxe na sua viagem transformou-se em ouro.

– A bolsa…

– Você saiu tão apressada para ver seu pai que nem deixou a bolsa na qual colocava os grãos de café recém colhidos. Há uma fortuna naquela casa agora, quantia suficiente para que sua família não precise mais voltar ao Brasil.

– Está tudo resolvido então!

– Está? Já se perguntou o que aconteceu no seu tempo quando você veio até aqui?

– O que aconteceu?

– No instante em que você saltou no tempo, tudo ficou parado. Está até agora assim, só aguardando a sua decisão.

– Então existe uma maneira de voltar?

– Não exatamente. Tudo o que sei é que você tem que decidir se dará ou não todo o ouro que trouxe para a sua família. Infelizmente não poderei te dizer ao certo o que acontecerá. Pode ser que, mesmo que consiga mudar, toda a história da sua família tenha mudado, uma vez que você atravessou a barreira do tempo. O único fato que você pode interferir diretamente é na ida ou não da sua família ao Brasil.

A mulher decidiu não contar para ninguém sobre sua conversa com o monge, nem sobre o ouro que carregava consigo. Apesar de ser questionada por seus familiares constantemente, ela tentava desconversar e aproveitava para contar qualquer coisa maravilhosa sobre a terra distante. Michiko passou seis dias maravilhosos ao lado das pessoas que mais amava no mundo e aos poucos foi esquecendo sua vida no Brasil. Foi apagando filhos, marido, tristeza e alegrias de sua memória, restando apenas o mais essencial em sua alma: o desejo de fazer com que sua família fosse feliz. Sua decisão já estava tomada. Contou sobre o ouro que tinha consigo e pediu para que não viajassem ao Brasil. Chorando muito, Michiko se despediu de sua família e dirigiu-se ao templo.

– Sabe bem o que está fazendo?

– Sei. Nada será como antes mesmo que eu queira, então é melhor que fiquemos todos aqui no Japão.

– Sua vida inteira mudará. Não tem medo do que pode lhe acontecer?

– Não sinto mais medo de nada. Só quero a felicidade para a minha família.

– Como pode afirmar com tanta certeza de que ficar no Japão será a garantia da felicidade de todos vocês?

– Todos sofremos muito naquele lugar, isso ficou muito claro para mim. Se eu posso mudar o curso do destino, prefiro que fiquemos aqui.

– Acontecerão coisas que você não poderá controlar. A única chance que você tem de mudar as coisas é agora.

– Tem certeza de que é minha única chance?

– Não, mas você deve se portar como se fosse. Michiko, as pessoas não são marionetes que você pode controlar como quiser.

– Se eu saltei o tempo uma vez, certamente conseguirei de novo.

– Mesmo que você mude o curso das coisas, ainda sim existe algo destinado para cada um de nós e não há como escapar disso. A partir do momento em que você ultrapassar os portões deste templo, irá saltar novamente para o seu tempo. Não sou capaz de precisar onde você estará, mas nunca se esqueça de que será um caminho sem volta.

Convicta de sua decisão, Michiko caminhou lentamente em direção ao portão. Seu coração estava embriagado pela saudade de sua família, e suas lembranças, confusas. Ao olhar para fora, começou a notar que a paisagem ia mudando aos poucos e teve um leve receio de continuar sua caminhada. Quando ameaçou diminuir a velocidade de seus passos, foi sugada para fora do templo com tal força que desmaiou.

Ao acordar, notou que estava rodeada de lindas mulheres, todas maquiadas e com os cabelos arrumados. Levantou-se apressadamente, correu até um espelho e percebeu que seu rosto estava pintado como o de uma gueixa. Lembrou-se de que, ainda muito pequena, fora vendida por seus pais em troca de uma bolsa cheia de ouro.

A Samurai – Caligrafia japonesa, a cereja do bolo

Meu mês de outubro foi quase todo dedicado à finalização da HQ A Samurai. Não houve um só dia que eu não tenha pensado nos detalhes do nascimento da nossa querida Michiko (ok, confesso que pensei nisso o ano inteiro).

Um desses detalhes, que eu sempre fiz questão, foi adicionar duas páginas com títulos entre os capítulos da HQ, para que a passagem de um traço para o outro fique bem marcada. Como cada capítulo tem um nome em português, escolhi, com a ajuda do Jo Takahashi, 8 kanjis (ideogramas japoneses) que representam cada um dos momentos da história e decidi que todos deveriam ser escritos em shodô (caligrafia japonesa).

Devo dizer que há uma semana (hoje é 21/10/2015) eu não tinha encontrado a pessoa certa para executar tal tarefa – afinal, são anos de estudo para escrever com pincel e nankin. Foi então que, mais uma vez, o Jo Takahashi me ajudou e indicou o artista Elcio Y Yokoyama, uma pessoa muito talentosa, atenciosa e disposta a ajudar (mesmo com um prazo apertadíssimo). Ele simplesmente fez todo o trabalho (10 kanjis + o título da HQ) de um dia para o outro!

Visite a fanpage do Elcio Y Yokoyama

O mais surpreendente dessa história é que ele é hexacampeão brasileiro de shodô – ou seja, ele não veio apenas para resolver o meu problema, mas sim para integrar o grupo de artistas que fizeram esse projeto ser incrível!

Eu só tenho a agradecer ao Elcio por ter aceitado participar dessa loucura e ter realizado um trabalho lindo. Por enquanto, deixarei apenas uma amostra do resultado dessa parceria – os outros ficam para quando você tiver a HQ em mãos.

A Samurai - Caligrafia japonesa, a cereja do bolo

A Samurai - Caligrafia japonesa, a cereja do bolo

A Samurai – artistas convidados para a Galeria de Ilustrações

Para mim, elaborar qualquer obra exige muita inspiração – leia aqui pesquisa, contato com novos materiais, influência de outros artistas, senso crítico e jogo de cintura. Quanto mais conhecemos, mais somos capazes de escolher os aspectos que mais nos agradam, colocar tudo no liquidificador da mente e elaborar a própria ideia. E não foi diferente com A Samurai.

Confesso que usei como referência para o projeto da minha HQ uma outra obra incrível chamada Ópera Jones, de Mauro Souza e Carlos Estefan. Além do tamanho e do verniz da capa, adorei a ideia deles de dar um tema para a galeria de artistas convidados – no caso, Estefan fez uma história extra e colocou como extra da HQ.

Seguindo essa linha, decidi dividir o conto Michiko, que escrevi em 2008 e é o prelúdio de A Samurai, em cinco partes e pedi para que cada artista fizesse uma ilustração que representasse um dos trechos. Dá só uma olhada nos resultados lindos que recebi e que encheram meu coração de alegria!

A Samurai - artistas convidados para a Galeria de Ilustrações

Da esquerda para a direita, por ordem de aparição:

Marcio R. Gotlandhttp://www.marciorgotland.com
Fefê Torquatohttp://fefetorquato.com
Digo Freitashttp://digofreitas.com
Nicolas Careshttp://www.23comics.com.br
Samanta Hithttp://www.saposefadas.com.br

Durante a campanha de financiamento coletivo, o conto foi publicado pelo site Judão, então se você quiser ler e conhecer um pouco mais sobre a história da Michiko, é só clicar aqui.

Novembro está chegando, gente! Que venha A Samurai! 🙂

A Samurai – sobre o que esperar da HQ

Hoje tenho muitas páginas lindas para mostrar. Eu sei que já disse isso, mas é muito bom receber novas páginas e observar o resultado do projeto que começou dentro da minha cabeça lá em dezembro de 2014. A cada novo esboço, tenho mais certeza de que selecionei os capítulos certos para as pessoas certas e que cada um está dando o melhor de si nesse trabalho – mesmo diante de todos os desafios que eu propus. Delicadeza, humor, nostalgia, sofrimento, violência, amor e incertezas são elementos distribuídos na HQ e que todos os quadrinistas conseguiram transmitir muito bem.

Se não é uma tarefa fácil construir um personagem consistente desenhando tudo sozinho, imagine com a mudança de traço? Agora imagina que, além do traço, as cores mudam em cada um dos capítulos? Por isso eu só tenho a agradecer ao meu dream team por ter aceitado todas as minhas loucuras nessa HQ.

Selecionei algumas páginas que recebi para dividir com vocês. Espero que gostem, porque eu estou adorando!

A Samurai - sobre o que esperar da HQ
Esboço do sexto capítulo, por Herbert Berbert

A Samurai - sobre o que esperar da HQ
Esboço do oitavo capítulo, por Gustavo Borges

A Samurai - sobre o que esperar da HQ
Página do segundo capítulo com traço (quase) finalizado, por Guilherme Match

A Samurai - sobre o que esperar da HQ
Página finalizada do sétimo capítulo, por Leonardo Maciel

A Samurai – esboços de batalha

Sem dúvida, a parte mais emocionante de escrever um roteiro de HQ é ver as páginas nascendo. Minha proposta no projeto d’A Samurai sempre foi deixar os artistas livres para desenvolver a narrativa como achassem melhor. Em outras palavras, essa HQ não tem apenas um autor, mas sim 9 autores que doam um pouco de si ao trabalho, tornando-o bastante autoral. Quero que o leitor seja transportado para dentro da história e se envolva com as emoções transmitidas através das cores, traços, quadros e narrativas de cada um dos capítulos.

E eu tenho certeza de que atingirei o meu objetivo. Como prova, decidi mostrar mais algumas páginas que começaram a nascer nos últimos dias. Espero que gostem!

A Samurai - esboços de batalha
Esboço do terceiro capítulo, por Guilherme Match

A Samurai - esboços de batalha
Esboço do terceiro capítulo, por Guilherme Match

A Samurai - esboços de batalha
Página finalizada sem cores, por Guilherme Match

A Samurai - esboços de batalha
Página finalizada do primeiro capítulo, por Yoshi Itice

A Samurai - esboços de batalha
Processo de criação da página (esboço, finalização e colorização), por Yoshi Itice